
Texto sentido sobre o artigo: Saúde e mídia na construção da obesidade e do corpo perfeito
Nossa sociedade está voltada para o consumismo, a competição e o individualismo. Assim sendo, o corpo está sendo posto cada vez mais como apenas aparência, valorizando a magreza, a boa forma, a perfeição. Como conseqüência deste processo, a busca por esse “corpo prefeito” vem se transformando em uma fonte de frustração e sofrimento, principalmente pelos adolescentes.
A mídia, o tempo todo massacra o inconsciente de cada individuo com a sua imposição sobre os padrões de beleza e quem sofre mais são os jovens, ou por não terem condições financeiras para alcançarem tais padrões ou por não conseguirem atingir os tais, se sentindo excluídos dos demais.
O adolescente por si só já é confuso e os canais de comunicação confundem ainda mais, ora apresentando métodos, substâncias e reportagens sobre a importância de se manter “magro” ora incentivando o consumo de “fast-food” e nesse sentido os meios midiáticos podem ser bastante cruéis. É só reparar as propagandas que são exibidas nas televisões e revistas. Se repararmos bem, essas propagandas são passadas geralmente final de tarde e a noite, que é justamente a hora em que esses jovens estão chegando de suas escolas e vão assistir televisão. Essas mesmas propagandas, além de idealizarem o corpo perfeito, ainda fazem apologia ao consumismo e ao consumo de bebidas alcoólicas.
Essa imagem corporal sendo exposta com um valor exacerbado (todo mundo tem que ser magro para ser bonito e feliz) é o que leva os jovens a sofrer de doenças como anorexia, bulimia, vigorexia, entre outras.
Uma das coisas que me chamou a atenção quando estava lendo o artigo, foi o titulo das reportagens na revista Capricho. “Em forma de diversão. Aí vai um empurrãozinho para você se levantar da cadeira de praia e se mexer. São sete sugestões para manter a forma e queimar calorias enquanto você brinca e toma sol”. Em tradução livre: De forma rápida e divertida o jovem pode (e deve) se encaixar nos padrões exigidos pela sociedade atual.
As autoras expressam muito bem o poder desses meios midiáticos na vida dos jovens: “Os títulos das matérias da revista Capricho não escondem significados ou sentidos, são claros e diretos por ser uma revista direcionada ao público adolescente, que se identifica mais com a linguagem imagética, que apresenta pouco texto, exige pouca leitura e oferece muita informação rápida/instantânea.”
Acredito que essa busca exagerada pela boa forma, não só pelos jovens mais pela sociedade em geral (mulheres e cada vez mais os homens), se faz por influências externas, tais como a mídia que padroniza certo tipo de beleza/magreza. E o problema não é pensar somente na estética ou no corpo bonito. O problema está nos meios que essas pessoas, esses jovens se utilizam para consegui-los (horas e horas em uma academia, remédios, cirurgias estéticas) e em quanto tempo eles conseguem esses resultados sem atentarem que quando se fala em saúde, pressa e exagero são inimigos da perfeição. Se é que de fato, existe essa perfeição.
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